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Agronegócio: Nossa atividade fundamental

O agronegócio é o setor econômico de maior tradição no Rio Grande do Sul. É incontestável seu impacto no desempenho da economia do Estado. Isto é, seu comportamento influencia significativamente os resultados dos indicadores econômicos do RS. O setor tem um significado estratégico não somente para geração de renda e emprego no campo, mas também para a evolução e para o desenvolvimento de todo o Estado.

Sendo eu de família de agricultores e pecuaristas da zona oeste do Rio Grande do Sul, e somado a importância deste setor para a nossa economia, não poderia deixar de lado meus esforços em apoiar iniciativas e projetos que visam agregar diferenciais competitivos.

Encontramos aqui mais um setor que vem se beneficiado com a tecnologia, e que na sua maioria é ofertada por empresas e instituições estrangeiras. Existe uma conexão óbvia entre produção rural, tecnologia, gestão e eficiência produtiva. Claro que o setor terá maior apoio nas questões.

Penso no desenvolvimento de soluções para potencializar a competitividade sistêmica das cadeias produtivas do agronegócio, eliminando ou minimizando os gargalos que diminuem a eficiência e limitam o resultado. Gargalos como a defasagem em logística, falta de mão de obra qualificada e poucos incentivos do governo, além da elevada tributação sobre os custos de produção e os entraves burocráticos para a liberação de licenças ambientais. A outra prioridade é intensificar a integração da produção agropecuária à rede de inovação e tecnologia existente.

A produção de soja e milho no país aumentou mais de 90% entre 2006 e 2015, atingindo patamares de quase 200 milhões de toneladas produzidas, em decorrência do aumento de área plantada, de produtividade e do número de safras no ano. Entretanto, para estabilizar a oferta de grãos da fazenda até o consumidor é preciso ser eficiente na redução das perdas que ocorrem nas atividades logísticas nestes elos. As perdas podem ser entendidas como uma ineficiência que afeta negativamente a sustentabilidade econômica, ambiental e social da cadeia produtiva de grãos no Brasil, por incorrer em desperdícios financeiros e ambientais, além de provocar uma redução da oferta de soja e milho. Temos que mudar isso.

A greve dos caminhoneiros também escancara a nossa dependência das rodoviais. Há décadas o Brasil transforma ferrovias e maquinários em ferros velhos, enferrujados e retorcidos pelo tempo e pelo descaso. A rede ferroviária brasileira, excluindo a de transporte urbano, tem 29 mil quilômetros de extensão. O Japão possui 27 mil km de ferrovias ativas, praticamente a mesma extensão que o Brasil, mesmo tendo um território minúsculo comparado ao nosso país. Para se ter uma noção, o Japão é 22,5 vezes menor que a do Brasil, e apenas 50% maior que o Estado de São Paulo, cuja área é de 248.209 km² – Brasil: 8.514.877 km² (5ª maior mundial) – Japão: 377.944 km² (61ª maior mundial).

Temos ainda que pensar nas hidrovias. O Brasil possui uma das mais extensas e diversificadas redes fluviais do mundo, com um potencial de cerca de 50 mil quilômetros de rios navegáveis. Mas não explora nem mesmo a metade dessas rotas que poderiam baratear o transporte de cargas no País, especialmente os produtos do agronegócio.

Fundamental fortalecer o direito de defesa da propriedade, mais segurança no campo e propriedades rurais e lutar pelo fim do MST.

É fundamental, então, que haja um bom sistema logístico, composto por ferrovias, rodovias, hidrovias, entrepostos e armazéns, para que se possa chegar rapidamente aos portos e ao menor custo possível. Mas, na prática, essa infraestrutura avança com uma lentidão inconcebível.

Veja o vídeo:

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