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Confirmada Damares Alves para Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos

A pastora e advogada Damares Alves foi confirmada na chefia do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

O anúncio foi feito pelo ministro extraordinário e coordenador da equipe de transição do governo, Onyx Lorenzoni, na tarde desta quinta-feira, 6. A pasta, ainda segundo o ministro, deve ficar responsável pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

Damares foi assessora do senador Magno Malta (PSC-ES), que não conseguiu se reeleger e não foi chamado para compor o primeiro escalão do novo governo. Nesta quarta-feira, 5, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse que as portas “estão abertas” para Malta, mas que não seria “adequado” colocá-lo à frente de um ministério.

“As portas estão abertas para ele. [Quanto à] questão de um possível ministério, nós não achamos adequada no momento. Agora, ele pode, sim, estar do meu lado, em outra função. As portas nunca foram fechadas para ele. Se eu fosse ofertar um ministério para todos os amigos que me ajudaram durante a campanha, ficaria complicado”, enfatizou o futuro presidente.

Bolsonaro disse que é um “devedor” de Magno Malta, a quem é “grato“, mas ressaltou que “não houve um comprometimento neste sentido durante a campanha“.

Para o presidente eleito, o “perfil dele [Malta] não se enquadrou” ao ministério que está sendo montado.

Com a indicação de Damares para a Esplanada dos Ministérios, Bolsonaro já definiu 21 dos 22 ministérios de seu governo. Falta apenas definir e anunciar o titular do Ministério do Meio Ambiente.

Em meio à entrevista, Damares disse que pretende dar protagonismo no governo a políticas públicas voltadas às mulheres. Damares também ressaltou que pretende propor um “pacto pela infância” à frente do ministério. Ela destacou que, em média, 30 crianças são assassinadas por dia no Brasil.

“Nunca a infância foi tão atingida como nos dias de hoje. Nós vamos propor um pacto pela infância […] A infância vai ser prioridade nesse governo”, enfatizou.

Ela declarou aos repórteres que, se depender dela, vai para porta de empresa na qual funcionário homem ganhe mais do que mulher para protestar por equiparação salarial de gênero.

“Nenhum homem vai ganhar mais do que mulher nessa nação desenvolvendo a mesma função. Isso já é lei” 

A futura ministra observou ainda que o Brasil ganhou o título de “pior país da América do Sul” para se nascer menina. Damares destacou aos repórteres que o plano à frente do ministério é combater essa realidade com ações integradas com outros ministérios, como saúde e educação.

“Nosso objetivo é que em poucos anos essa vai ser a melhor nação do mundo para se nascer menina.”