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Davos: Paulo Guedes explica reorganização tributária para atrair investidores estrangeiros

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (23) que a intenção do governo é reduzir a carga de impostos paga atualmente pelas empresas no Brasil de 34% para 15%. Para isso, no entanto, fará compensações com outras taxas, como Juros sobre Capital Próprio (JCP) e dividendos.

Paulo Guedes explicou que a motivação dessa reorganização tributária é atrair investidores estrangeiros e que não teria melhor lugar para falar sobre o tema do que o Fórum Econômico Mundial de Davos.

“Hoje, o imposto das empresas é de 34%. Se baixar para 15%, aí é preciso aumentar o imposto sobre dividendos para ficar igual.”

Guedes argumentou que a redução é necessária porque “todo mundo está baixando” os impostos.

O ministro do governo Bolsonaro citou os Estados Unidos como exemplo. No país de Donald Trump, a carga para o setor produtivo é de 20%.

“Então, se o Brasil não baixar o imposto para as empresas, nenhuma empresa vai para o País. Acaba indo para os outros lugares”, explicou.

No primeiro dia de eventos do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o ministro da Economia, Paulo Guedes, teve uma reunião com presidentes de duas multinacionais e com os ministros da Holanda e de Israel.

Guedes iniciou o dia com um encontro com o presidente do conselho da indústria química e de plásticos Lyondell Basell NV, Jacques Algrain. Ainda na manhã desta terça-feira (22), Guedes encontrou-se com o presidente da empresa de energia espanhola Iberdrola, José Ignacio Sánchez Galán.

Durante a tarde, Guedes teve um encontro de 15 minutos com o fundador e o presidente executivo do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, informa a agência “EBC“.

O ministro da Economia também confirmou ao secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), José Ángel Gurría, que deseja fazer o processo de acessão do Brasil ao organismo multilateral o mais cedo possível. O País iniciou os trâmites em 2017 e espera o aval dos membros da entidade para continuar o processo.

Não só o Brasil, mas também outros países aguardam a aprovação que vem sendo barrada pelos Estados Unidos, declaradamente contrários ao aumento do número de participantes na instituição que já foi chamada de “clube dos ricos” e contra organismos multilaterais em geral. O país também é quem contribui com a maior parte do orçamento da instituição.

“A reunião com o ministro foi muito positiva, muito construtiva”, disse a jornalistas após se reunir com Guedes em um encontro bilateral durante o Fórum Econômico Mundial, de Davos, acrescentando que foi plantada hoje uma zona de conforto, de confiança entre as partes. “O ministro compartilhou conosco seus planos e programas para começar com as coisas domésticas e depois ir para as coisas internacionais. Vocês sabem, ele tem um programa doméstico ambicioso”, avaliou.