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Grupo Chespirito desaprova paródia de ‘Chaves’ exibida na Globo

Quadro protagonizado por Marcelo Adnet coloca falas controversas do governo na boca de um personagem ficcional batizado de ‘o capitão’

O grupo Chespirito, detentor do programa mexicano Chaves, publicou em suas redes sociais nesta terça-feira, 22, uma nota de desaprovação da paródia veiculada na semana passada pela Rede Globo, no programa Tá no Ar: a TV na TV. No quadro, o humorista Marcelo Adnet interpreta um militar que toma posse da vila e, fazendo uso de falas conhecidas do presidente Jair Bolsonaro, ofende e ameaça os personagens da série original, representados no quadro por atores brasileiros.

“O Grupo Chespirito não aprova nem compartilha das opiniões ou pensamentos apresentados no esquete de Chaves exibido no programa Tá no Ar. Respeitamos as correntes de pensamento e a liberdade de expressão, mas não nos associamos a qualquer opinião e conceito geral e político expressado pelos atores caracterizados como os personagens de Chaves“, diz a nota reproduzida no Instagram.

Em Vila Militar de Chaves, o nome de Jair Bolsonaro não é mencionado, mas as opiniões do personagem, o tom e as referências aos acontecimentos do início de seu mandato não deixam dúvidas sobre o alvo de Adnet. Ele é chamado apenas de “o capitão”.

“É isso mesmo. Eu sou o novo dono dessa vila. Depois de anos de má incompetência e má administração, eu vim resolver essa questão”, entra o capitão em cena diante de Chaves (Márcio Vito), em pânico com a notícia da nova gestão. Quase todos os personagens da vila militar recebem a classificação de “vagabundos”: seu Madruga, por estar desempregado, o Chaves, por não trabalhar e viver de uma “bolsa-barril” e o professor Girafales, que nas palavras do personagem de Adnet “prega ideologia de gênero e difunde o ‘kit gay’ e o darwinismo”. O capitão diz que Chiquinha pode até chorar, mas acusa seu pai de ter “dado um fraquejada”, referência evidente a uma fala em que Bolsonaro menciona a sua única filha mulher.