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Maduro rompe com EUA e diz que não deixa presidência ‘Aqui vamos ao combate’

Nicolás Maduro, acaba de anunciar o fim das relações diplomáticas com os Estados Unidos, horas após Washington reconhecer o deputado Juan Guaidó como novo líder do governo venezuelano. Maduro deu um prazo de 72 horas para que todos os funcionários do governo americano deixem a Venezuela. Além dos EUA, outros países, principalmente da América do Sul, também demonstraram apoio a Guaidó, como Brasil, Argentina, Chile e Paraguai. Maduro ainda é o presidente da Venezuela. Mas Guaidó se declarou presidente interino e foi reconhecido pela comunidade internacional, isolando Maduro.

“Essa tentativa de golpe de Estado é a maior insensatez que o imperialismo já cometeu, com seus aliados, a direita e a oposição venezuelana”, afirmou Maduro. “O povo venezuelano elegeu outro presidente. A Constituição não contempla outra forma de eleição que não seja o voto?”, disse Maduro.

“Temos denunciado o governo imperialista dos EUA, que dirigem uma operação para impor um golpe de estado na Venezuela. Pretendem eleger e designar o presidente da Venezuela por vias não constitucionais”, acusou.

“Estamos aqui pelo voto do povo. Só as pessoas colocam e só as pessoas removem”, disse ainda Maduro, que acusou a oposição de tentar um golpe. “Pode um ‘qualquer’ se declarar presidente ou é o povo que elege o presidente?”, questionou.

“Somos maioria, somos alegria, somos o povo de Hugo Chávez”, bradou.

“Aqui não se rende ninguém, aqui não foge ninguém. Aqui vamos à carga. Aqui vamos ao combate. E aqui vamos à vitória da paz, da vida, da democracia”, disse ainda.

Maduro afirmou também que os órgãos de justiça venezuelanos devem se apegar às leis contra Guaidó.

Além disso, apelou às Forças Armadas por lealdade e disciplina: “Leais sempre, traidores nunca”.

Em sua fala, Maduro também comparou o juramento de Juan Guaidó como presidente interino com o de Pedro Carmona, na tentativa de golpe de Estado de 2002 contra Chávez. Naquela ocasião, o empresário ficou menos de 48 horas no poder antes de militares reconduzirem Chávez ao cargo.

Após o término do discurso, o presidente da Assembleia Constituinte, Diosdado Cabello, que estava ao lado de Maduro, convocou uma vigília de apoiadores do presidente, no Palácio Miraflores, sede da presidência.