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Palocci afirma que 12 políticos e o PT receberam propina

Segundo Palocci, as negociações de propinas eram feitas com a participação de João Vaccari, ex-tesoureiro do PT.

Em delação premiada à Polícia Federal (PF), Antonio Palocci, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, afirmou que o Partido dos Trabalhadores (PT) recebeu R$ 270,5 milhões em propina entre os anos de 2002 e 2014.

Segundo informações da revista Veja, o dinheiro foi proveniente de doações, parte declarada e outra não, de grandes grupos e empresas em troca de favores recebidos.

Palocci afirma que cada doação teve um benefício específico que, segundo ele, teria sido alcançado por determinada empresa.

Grande parte das negociações eram realizadas pelo ex-ministro junto com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

O acordo firmado pelo ex-ministro Palocci no Supremo Tribunal Federal (STF) tem 23 anexos, que tratam de 12 políticos, entre ex-ministros de Estado, parlamentares e ex-parlamentares – além de grandes empresas.

Delação de Antonio Palocci atinge 12 políticos

O acordo de delação premiada firmado pelo ex-ministro Palocci no STF tem 23 anexos, que tratam de 12 políticos.

Em sua delação premiada, Antonio Palocci revela repasses milionários, na forma de doações oficiais e via caixa dois, para doze políticos, incluindo ex-ministros de estados, ex-parlamentares e parlamentares em exercício.

O acordo de colaboração do ex-ministro dos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff tem 23 anexos, cada um contendo um relato de crime. Apenas um ficou no Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações da revista Veja.

Os demais processos foram enviados para São Paulo (11), Curitiba (3), Brasília (5) e Rio de Janeiro (1).

Entre os nomes citados por Palocci estão os petistas Fernando Pimentel e Tião Viana, que governaram Minas Gerais e o Acre, respectivamente.

Segundo a delação, Pimentel recebeu R$ 2 milhões, em 2010, da empreiteira Camargo Corrêa. Já Viana, levou R$ 2 milhões da Odebrecht, também em 2010, sendo R$ 1,5 milhão por meio de caixa dois.

A Odebrecht, segundo Palocci, também repassou R$ 3,2 milhões, via caixa dois ao ex-senador Lindbergh Farias, em 2010.

Palocci diz que Gleisi recebeu R$ 3,8 milhões de empreiteiras

No anexo de seu acordo de colaboração, Palocci revela que a atual presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, recebeu, de três empreiteiras, a quantia de R$ 3,8 milhões na campanha de 2010, quando se elegeu senadora pelo Paraná.

Quando o ministro ainda negociava uma possível delação com a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, a empreiteira Camargo Corrêa repassou R$ 1 milhão a Gleisi como parte de um acordo para sepultar a Operação Castelo de Areia no Superior Tribunal de Justiça (STJ), informa a revista Veja.

A empreiteira Odebrecht repassou à petista R$ 2 milhões, via caixa dois, e a OAS, do empreiteiro Léo Pinheiro, pagou R$ 800 mil, ainda segundo a delação de Palocci.

Antonio Palocci delata repasses ao filho caçula de Lula

No anexo 22 da delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ministro Antonio Palocci implica o filho caçula de Lula da Silva (PT).

Palocci confirmou o repasse de recursos pela empresa Qualicorp ao Partido dos Trabalhadores (PT), ao Instituto Lula e a Touchdown, companhia de Luis Cláudio Lula da Silva, 30 anos, filho do ex-presidente.

Os pagamentos, segundo o ex-ministro, teriam sido feitos em troca de “benefícios concedidos pelo governo” à empresa na Agência Nacional de Saúde Suplementar, informa a revista Veja.

Em março, a Polícia Federal (PF) indiciou Lula e o filho Luís Cláudio pelos crimes de lavagem de dinheiro e tráfico de influência por pagamentos para relacionados à empresa de marketing esportivo.